sexta-feira, 29 de agosto de 2025 | Redação

Mulher esfaqueada cinco vezes defende agressor em depoimento e réu é condenado a 11 anos

Segundo o Ministério Público, ela afirmou ter provocado o agressor e alegou que ele apenas se defendeu.

Ver resumo
  • Uma mulher assumiu responsabilidade em depoimento após ser esfaqueada pelo ex-companheiro.
  • Gabriel Devid da Silva Pereira, acusado de tentativa de homicídio qualificado por feminicídio, foi condenado a 11 anos.
  • O crime ocorreu em outubro de 2024, em Porto (PI), com a vítima sofrendo ferimentos graves.
  • O promotor afirmou se tratar de violência de gênero, caracterizando feminicídio.
  • A condenação se baseou em provas como depoimentos, laudos e prontuário médico.
Foto: Reprodução Revista AZ Mulher esfaqueada cinco vezes defende agressor em depoimento e réu é condenado a 11 anos
Forúm de Porto | Foto: Reprodução Revista AZ

Durante depoimento em um julgamento, uma mulher esfaqueada cinco vezes pelo ex-companheiro, em outubro de 2024, no município de Porto (PI), surpreendeu ao assumir a responsabilidade pelo crime. Segundo o Ministério Público, ela afirmou ter provocado o agressor e alegou que ele apenas se defendeu.

Gabriel Devid da Silva Pereira, acusado da tentativa de homicídio qualificado pelo feminicídio, no município localizado no Norte do Piauí, foi condenado a 11 anos de reclusão. Ele foi julgado nesta quinta-feira (28) pelo Tribunal do Júri.

ENTENDA O CASO

No dia 8 de outubro de 2024, o acusado desferiu golpes de faca contra a vítima, em frente à residência da família dela. A mulher precisou passar por duas cirurgias de emergência e correu risco de morte.

JULGAMENTO E PROVAS

O promotor de Justiça Glécio da Cunha e Silva destacou que ficou claro a prática de violência contra a mulher em razão de sua condição de gênero, caracterizando a tentativa de feminicídio.

"Diante da gravidade dos fatos e mesmo com a tentativa de relativização da conduta do réu, o Conselho de Sentença reconheceu a materialidade e autoria do crime com base no conjunto probatório formado por depoimentos testemunhais, laudos periciais, prontuário médico que comprovou as lesões graves e o risco de morte, além da confissão indireta do acusado, que não negou a prática das agressões", escreveu o MP em nota.

Fonte: Meio

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