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Sindicato denuncia cortes de horas extras e cobra adicional de periculosidade igual para todos durante pandemia

A Direção do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde Pública do Piauí (SINDESPI) em reunião na última quarta-feira (15/04) com o diretor do Hospital Getúlio Vargas (HGV), Gilberto Albuquerque e com servidores, buscou esclarecer denúncias de cortes das horas extras dos servidores administrativos, pagamento da GIMAS e Adicional de Periculosidade de 40% para os efetivos, assim como oferecido aos temporários do Edital de Chamamento Público Simplificado (Nº 01/2020).

“Na terça (14/03), questionamos o governador e o secretario de saúde e denunciamos esses cortes das horas extras. O governador disse que seria feita uma análise. Mas a afirmação do diretor do HGV é de que não tem necessidade desses servidores do 3º andar do hospital (os administrativos). Esses funcionários por décadas trabalharam de 07h às 16h, com carga horária estendida, porque precisam das horas extras para complementar o salário que é totalmente defasado. Se eles têm que vir, porque não ficar com a carga horária estendida? São prejudicados em um momento tão crucial, quando o trabalhador da Saúde deveria ser valorizado e respeitado”, denuncia Geane Sousa, presidenta do SINDESPI.

A Direção do HGV argumenta que é para reduzir o contato social, mas os trabalhadores já estão expostos e com prejuízos financeiros em um momento tão difícil. “Segundo os servidores, existe a necessidade do serviço e as atividades estão ficando acumuladas e eles continuam indo todos os dias para o hospital. Não reduziu o contato social, reduziu apenas os valores que esses servidores recebiam há anos e que já fazem parte da renda familiar. Outros ainda tiveram o auxilio transporte cortado”, ressalta Geane Sousa.

Adicional de Periculosidade de 40% para todos

Ainda em março o SINDESPI protocolou nas secretarias de Saúde e de Administração um ofício requerendo para todos o mesmo Adicional de Periculosidade de 40% oferecido no Edital para os temporários, mas até agora o Governo não respondeu à categoria. “Estamos requerendo os mesmos 40% de Adicional de Periculosidade para todos, do operacional ao médico, porque o risco é o mesmo para todos. Inclusive, temos casos confirmados de trabalhadores da Maternidade Dona Evangelina Rosa que foram contaminados com a Covid 19 no local de trabalho”.

Sobre a GIMAS, Geane Sousa protestou contra o corte da GIMAS dos servidores com idade acima de 60 anos que foram mandados para casa, porque estão no grupo de risco, terão a GIMAS cortada. “O diretor do HGV afirmou que vai ser cortada a GIMAS desses trabalhadores. Mas o Governo Federal está mandando um auxílio para o Governo do Estado para que o servidor não tenha perdas. Se essa ajuda está vindo, porque o governador não pode manter a GIMAS do trabalhador?”, questiona a presidenta do SINDESPI.

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