No ano passado, premido pelo abismo fiscal em que está metido, o governo do Piauí executou uma ninharia do orçamento destinado a obras. Neste ano de 2019 as coisas apontam para dificuldades semelhantes.

O primeiro balanço bimestral da execução orçamentária de 2019 (janeiro e fevereiro), divulgado na semana passada, indica que vai ser dureza fazer obras. Pouco mais de R$ 15 milhões foram destinados aos investimentos. É uma gota no oceano de necessidades que o estado tem, sobretudo no setor viário, onde o período chuvoso muito rigoroso tornou pior o que já era muito ruim.

O Estado também não deu passos muito firmes no rumo de conter as despesas de custeio, incluindo a maior delas, com pessoal, que não diminuiu em relação ao ano passado. Os gastos com pessoal somaram 20 vezes mais que o valor destinado a obras. Num horizonte de curto prazo, o estado não dispõe de mecanismos capazes de reduzir a despesa com pessoal e embora a receita realizada nos dois primeiros meses do ano já corresponda a 19,62% do que foi inicialmente previsto, não parece razoável que se disponha de folga ou alívio para as contas públicas nos próximos meses.

O Piauí segue deficitário e, pior, com muitas contas a pagar, ou seja, ainda que obtenha folga financeira, terá que pagar os fornecedores até mesmo para começar a ter fôlego para investir e ganhar o respeito do contribuinte.

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Fonte: Arimatéia Azevedo – AZ

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