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Aos 25 dias de greve, nesta sexta-feira (12), professores, servidores e alunos da Universidade Estadual do Piauí assinaram um acordo com o governo do estado mediado pelo desembargador Ricardo Gentil, do Tribunal de Justiça do Piauí. A greve, contudo, continua, porque a possibilidade de suspensão será votada em assembleia.

A audiência entre as partes encerrou por volta de meio dia e teve a presença, além do desembargador Ricardo Gentil; do reitor da instituição, Nouga Cardoso; dos secretários de governo Osmar Júnior e de administração, Ricardo Pontes e de alunos, professores e servidores da Universidade.

“Com o auxílio do judiciário para intermediar, a melhor solução veio de forma consensual e acreditamos que a greve deve ser suspensa, haverá a assembleia apenas para cumprir a formalidade”, destacou o desembargador.

“A reunião foi muita boa e chegamos a um entendimento das já tinha sido ofertado com governador Wellington Dias. Tem as progressões que já estavam disponível desde ano passado, a reitoria vai apresentar um calendário de contratação de professores. Tem que ser contratado professores substitutos e temporários imediatamente. Vamos continuar com o processo de negociação, uma nova rodada deve acontecer no dia 7de julho para tratarmos da autonomia administrativa e financeira da instituição. Será criado um gripo de trabalho específico para isso e também vamos realizar um novo concurso público, que é uma reivindicação da categoria. Vamos estar com um dialogo aberto e permanente com a participação de todos deste alunos, professores e Ministério Público. Nós avançamos até que a LRF nos permitia”, afirmou o secretário de administração, Ricardo Fortes.

10 pontos de melhorias na Uespi

Na reunião, os presentes assinaram 10 pontos de melhorias na instituição que deverão ser cumpridos conforme calendário definido no encontro.

“Consideramos nossa greve vitoriosa, avançamos em várias pautas, o que não avançou foi por conta do limite prudencial. E nósw assinamos o acordo, mas a palavra final é na assembleia, 9h30 da manha na segunda [15], mas de início avaliamos como um avanço considerável. Nós professores destacamos aos alunos e servidores que vamos nos manter firmes e continuar na luta, é possível recuperar a Uespi”, disse a professora Rosângela Assunção, coordenadora da Associação dos Docentes da Uespi (Adcesp).

Os pontos são:

  • implementar progressões de regime de trabalho de forma retroativa até dezembro de 2018;
  • implementar progressões de regime de trabalho para 2019 de acordo com a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal);
  • contratar professores temporários;
  • regularizar pagamento de bolsas estudantis;
  • criar comissão para discutir a possibilidade de autonomia financeira e administrativa da Uespi;
  • buscar a liberação de recursos para questões emergenciais;
  • respeitando o limite prudencial, prorrogar a validade do último concurso para professor;
  • analisar a possibilidade de um novo concurso público;
  • negociação marcada para 7 de junho para tratar sobre reposição dos vencimentos dos docentes;
  • novo calendário acadêmico sem consequências salarial aos servidores.

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