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Produtores do cerrado piauiense avaliam perspectivas do setor em workshop

O evento aconteceu na última quinta-feira (6) em Uruçuí.

A Aprosoja Piauí (Associação dos Produtores de Soja do Piauí) realizou em Uruçuí o 1º Workshop Tendências do Agro.  Durante todo o dia produtores ouviram e debateram vários temas relacionados ao agronegócio. Houve participação intensa em todas as 7 palestras e seis mesas redondas realizadas. O evento começou às 7 horas e terminou pouco mais das 20 horas quando foi realizada homenagem aos desembargadores Sebastião Ribeiro Martins e Hilo de Almeida Sousa. Eles foram agraciados com a comenda Ministro César Cals, pelo trabalho desenvolvido para a regularização fundiária no Cerrado do Piauí.

Associativismo Empresarial, mecanismos de controle social, marcos fundiários, tendências do mercado da soja e do milho e o dólar, tributação no agronegócio, deliberação e processo legislativo, direito do trabalho, recuperação, transferência de crédito, seguro agrícola e conectividade no campo foram os temas abordados no evento.  O workshop contou com a parceria da Agrosul e Estogran e participação de várias autoridades do Piauí, como os deputados membros da Frente Parlamentar da Agropecuária do Piauí; Henrique Pires, presidente, Zé Santana, Gustavo Neiva e do presidente da Assembleia, Themístocles Filho. O evento aconteceu na última quinta-feira (6).

Para o presidente da Aprosoja Piauí, Alzir Neto, o evento superou todas as expectativas de público. “O evento foi um sucesso e procuramos trazer discussões importantes para os produtores questões importantes, questões de mercado, de seguro, trazer as novas tecnologias para o produtor, questão fundiária e questões políticas também, para neste ambiente de produtores, empresários e gestores a gente tentar avançar. Foi apenas o primeiro, pretendemos realizar mais eventos como este”, afirma Alzir Neto.

A produtora Rosangela Werner, da Cooperativa Nova Santa Rosa, que fica a cerca de 140km de Uruçuí, foi uma das participantes do evento e elogiou a iniciativa da Associação. “É uma oportunidade muito importante de adquirirmos conhecimento e espero que novos eventos assim aconteçam e que a participação do produtor e das mulheres cresça cada vez mais”, ressaltou.

Coronavírus não afetará exportação de grãos do Piauí

Os reflexos do novo coronavírus e do acordo econômico entre EUA e China foram abordados pelo consultor Danilo Moura da INT FCStone. Para o economista os reflexos, tanto do acordo EUA e China não serão imediatos em 2020 a exportação brasileira. “Em relação as exportações se soja o risco é mínimo na minha opinião dado que a gente tem uma comercialização já bem avançada no Estado, no entanto a gente sabe que o coronavírus pode reduzir demanda. A preocupação maior é em 2021, especialmente considerando o acordo entre China e Estados Unidos”, explica Danilo.

A participação dos produtores no processo decisivo de novas políticas foi abordada pelo ex-presidente da Aprosoja Brasil e atual vice-presidente do IPA (Instituto Pensar Agro), Marcos da Rosa. Em sua palestra, Marcos abordou a necessidade de fortalecimento do associativismo e da participação efetiva do setor produtivo na tomada de decisões sobre as políticas de desenvolvimento do setor através da organização dos produtores.

Outro tema que foi bastante debatido com a participação do diretor geral do Interpi (Instituto de Terras do Piauí), Chico Lucas, e dos próprios produtores, foi a questão da regularização fundiária no Piauí que passou recentemente por mudanças que foram consideradas evolutivas, embora não tenham resolvido todas as questões. Para o conselheiro consultivo da Aprosoja Piauí, Moyses Barjud, a nova lei foi a melhor possível alcançada desde o início do processo de debate entre Governo e produtores. Ele destacou que efetivamente hoje há a segurança na Constituição do Piauí de que produtores poderão se proteger diante de futuras contestações que possam surgir. Segundo Chico Lucas a sua participação no evento foi positiva no sentido de esclarecer aos produtores como eles podem acionar o Governo para que tenham o documento que garanta a eles o domínio pleno. “E possam produzir sem a insegurança que reinou durante muito tempo no Cerrado. A lei vem privilegiar aquele que produz e ela traz estes marcos temporais, tem que ser de antes de 2014, com base nisto vamos afastar aqueles que eram apenas aventureiros e fixar aqueles que realmente produzem”, explica.

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