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PRF diz que ônibus estava em alta velocidade e tinha assentos sem cintos

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou neste domingo (17) que o ônibus que tombou na manhã de sábado (16), matando três crianças, estava com excesso de velocidade. O veículo saiu de Brasília e tinha como destino o município de Parnaíba. O acidente aconteceu por volta das 6h no KM 195 na BR-135, em Colônia do Gurguéia.

“Os policiais estiveram no local do acidente e verificaram que o ônibus seguia na rodovia estadual PI 394 com excesso de velocidade (120km/h) conforme disco tacógrafo, quando, ao tentar realizar a conversão à direita para adentrar a BR 135, não conseguiu completar a manobra, invadiu a contramão de direção, tombou e saiu da pista”, informou a PRF.

De acordo com a PRF, a rodovia estadual PI-394 não possuía sinalização de velocidade regulamentar, já BR-135 possui velocidade regulamentar de 60km/h.

Com 48 pessoas abordo entre passageiros, motoristas e funcionários, a PRF constatou ainda que o veículo possuía assentos sem cintos de segurança e assentos com cintos inoperantes.

As vitimas fatais, todas do sexo masculino, tinham idades de 4 meses, 2 anos e 9 anos. O motorista, de 56 anos, saiu ileso do acidente. Ela passou por teste do etilômetro com resultado de 0 mg/l, ou seja, negativo para alcoolemia.

Segundo a PRF, os policiais constataram que o fator principal do acidente foi a reação tardia por parte do condutor, além da velocidade incompatível com a via.

O condutor foi conduzido a delegacia de polícia civil para prestar esclarecimentos, juntamente com o veículo para ser feito a perícia.

Falha nos freios

Em depoimento à Polícia, o motorista que conduzia um ônibus da linha Trans Brasil afirmou que teria perdido o controle sob os freios momentos antes de um acidente ocorrido na BR 135 em Colônia do Gurguéia. O veículo tombou por volta das 6h deste sábado (16) e saiu da pista, deixando três pessoas mortas, entre elas uma criança de dois anos.

A assessoria de comunicação da PRF, confirmou que o veículo estava regular segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Agora, os policiais precisam de prazo de cinco dias para produzir o Boletim de Acidente de Trânsito e averiguar como causas e dinâmicas do acidente.

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