Policial que atirou em preso dentro de delegacia se apresenta na Polícia Cívil

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Foto: Marcelo Ribeiro - divulgação do facebook - Portal Ponto X

O policial militar envolvido em um homicídio na cidade de Redenção do Gurgueia, no sul do Piauí, se apresentou espontaneamente na sede da delegacia regional de Bom Jesus. O advogado de defesa, Otoniel Bisneto, esclarece que o tiro foi acidental e ocorreu quando a vítima tentou tomar a arma do PM. O crime ocorreu nesta semana dentro da sede da Polícia Militar do município.

A vítima- Marcelo Ribeiro da Costa, conhecido como Marcelo Onça- estava no festejo de Santo Antônio e foi levado em uma viatura para a sede do Grupamento de Polícia Militar (GPM) da cidade após denúncia de que estaria ameaçando agredir uma das garotas.

“Marcelo tinha cometido um delito e foi levado para o GPM justamente porque não tinha um local apropriado para se fazer a contenção. Dentro do GPM, ele reagiu, travou-se uma luta corporal, ele tentou tomar a arma do policial e houve um disparo acidental. O policial militar não quis matar. O tiro foi na cabeça mas ainda paira dúvidas: se ele bateu a cabeça e o tiro foi de raspão ou se o tiro foi diretamente na cabeça”, questiona.

O advogado explica que Marcelo foi levado para a sede da PM na cidade por falta de uma delegacia de Polícia Civil no município. O distrito mais próximo fica em Bom Jesus, cerca de 60 km de Redenção do Gurgueia.

“O Marcelo foi levado para o GPM ema uma situação contextual que não é diferente de outras regiões do país.  A Segurança Pública no Piauí está em completo caos por falta de uma delegacia, de efetivo da Polícia Civil. Todos os policiais do Estado estão sobrecarregados”, explica.

Otoniel Bisneto esclarece ainda que o caso não ocorreu dentro da cela e enfatiza que a vítima não foi torturada.

“O policial tentou proteger a arma e ao fazer isso houve um disparo acidental na cabeça, mas podia ter ocorrido em qualquer região do corpo. O perito que fez o exame no corpo do Marcelo confirmou que não houve tortura. Ele foi levado para o GPM para afastá-lo do local da ocorrência, até mesmo em proteção à sua vida. Ele não estava algemado e não foi torturado”, esclarece.

O advogado critica ainda declarações dadas sobre o caso aos quais considera ‘desarrazoáveis’ e  emitidas no clamor da emoção, sem levar em consideração as investigações preliminares.

“E se o Marcelo tivesse tomado a arma e matado o policial? será que os advogados teriam saído em defesa do PM ou diriam que o policial não tem competência para trabalhar?, questiona o advogado que disse ainda que o PM foi lesionado no braço após cair no chão durante luta corporal com a vítima. Ele citou ainda o caso de um PM assassinado por um preso dentro do GPM da cidade de Paquetá.

Por fim, Otoniel Bisneto fez considerações sobre a vida pregressa da vítima: “A morte não é o evento final que esperamos. Mas, não é porque morreu que virou santo. Ele tinha uma vida pregressa não recomendável”, finalizou.

Fonte: cidade verde

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