O Piauí tem menos da metade de escrivães previstos em lei, de acordo com o Sindicato dos Delegados de Polícia Civil (Sindepol). O presidente da associação, delegado Higgo Martins, informou ao G1 que atualmente são 210 profissionais, quando a Lei Estadual 6.946, de 9 de janeiro de 2017, prevê 550 escrivães atuando no estado. O G1 entrou em contato a Secretaria de Segurança Pública para falar sobre a situação, mas até o momento não recebeu resposta.

“Ao percorrer os distritos policiais da capital é possível observar que muitas vezes há apenas dois policiais na investigação atendendo a uma demanda de mais de 300 boletins de ocorrência registrados por mês”, declarou o delegado Higgo Martins.

Segundo o presidente do Sindepol, a situação é mais grade no interior do estado. “Há delegados que respondem por mais de cinco cidades. Em muitas dessas delegacias não há escrivães, às vezes, alguns agentes que acabam assumindo essa função, e em muitas não há peritos para realização da perícia adequada”, explicou.

“Se ocorre uma morte em São Raimundo Nonato, no Sul do estado, por exemplo, quem vai é o perito da capital. Só o deslocamento para chegar até lá já se perde a preservação da cena do crime, o que prejudica a investigação”, completou Higgo Martins.

O delegado afirmou que o Governo do Estado não investe na Polícia Civil, que o último concurso público, realizado no ano passado, foi para cadastro de reserva e, mesmo após o encerramento do certame, até o momento não foi homologado.

“Existe um déficit de mais de 60% em todos os cargos. Essa quantidade é baseada em uma tabela que solicitamos à gerência de gestão de pessoas da Secretaria de Segurança Pública (SPP) para tomar conhecimento do quadro quantitativo de policiais civis e, de acordo com ela, o número de servidores existentes é bem menor do que o previsto”, pontuou.

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