Nos primeiros meses do ano de 2019 foram registrados no Piauí, 289 assassinatos, a maioria são resultantes de execuções, acerto de contas e latrocínios. Os dados são resultados de pesquisas do Sindicado dos Policiais Civis de Carreira do Estado do Piauí (Sinpolpi), tendo como fonte publicações jornalísticas, em jornais e sites, além de dados apurados no Instituto de Medicina Legal (IML) da capital.

Para o presidente do Sinpolpi, Constantino Júnior, a pesquisa do sindicato é mais um canal de informação segura que a sociedade pode se informar e ter conhecimento sobre a atual situação do Estado no que tange a segurança pública.

“Podemos perceber que houve uma redução de 5% nos casos quando comparamos ao ano de 2018, que teve 305 homicídios registrados, algo positivo. Porém, não estamos em situação de comemorar. As pessoas não se sentem seguras, há sempre o medo do assalto, do latrocínio, etc. Além disso, os policiais civis não são valorizados no quesito salarial, o número do efetivo está abaixo do necessário, determinado por lei, temos apenas 42% de policiais civis na ativa, há muito trabalho a ser feito, os governantes precisam dedicar atenção urgente para esse setor”, afirma o sindicalista.

Segundo a pesquisa, entre os homicídios, 24 mulheres foram assassinadas, destes casos, 18 foram registrados como feminicídio, situação em que a mulher é morta por questões de gênero, apenas por ser mulher. Se os números de feminicídios forem comparados com o mesmo período do ano passado, verifica-se uma queda de 10%, semestre em que 20 mulheres foram assassinadas nessas circunstâncias.

Nas ocorrências, tanto na capital quanto no interior, a arma de fogo foi o instrumento mais utilizado, representando 64% do total de instrumentos usados para o crime. Os dados ainda revelaram que nestes seis primeiros meses foram registrados 157 homicídios em Teresina e 132 no interior. O período correspondente no ano passado teve números de 198 homicídios na capital e 107 no interior.

Constantino Júnior comenta que o aumento nos casos de homicídios ocorridos no interior do Estado é o resultado do sucateamento da Polícia Civil na região.

“Vemos o quanto é necessário que as delegacias sejam bem aparelhadas e que mais policiais civis sejam encaminhados para essas localidades. Estamos enfrentando um governo que não quer sentar com a categoria para ouvir as necessidades e partir em busca de melhorias, com isso, nós vemos os resultados em estatísticas, a cada dia que passa mais pessoas perdem sua liberdade, seus bens e suas vidas. Estamos mobilizados, em luta contra o sucateamento da Polícia Civil do nosso Estado, para isso, precisamos do apoio, pois a melhoria na segurança pública é um ganho para todos”, finaliza.

A Secretaria de Segurança Pública afirmou recentemente que o Piauí é o estado mais seguro entre os estados da região Nordeste com base no Atlas da Violência 2019 divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), no dia 05 deste mês.

Os números retratam os índices de homicídios nos estados e municípios brasileiros registrados no ano de 2017. O Piauí aparece como o estado menos violento do Nordeste e Teresina ocupa a 8ª posição de menos violenta entre 27 capitais brasileiras.

A média de homicídios por municípios do estado é de 11,4 para cada 100 mil habitantes, uma das mais baixas do país. No Nordeste, o estado com maior taxa de homicídios estimada, em 2017, foi o Rio Grande do Norte, com 67,4 homicídios, seguido pelo Ceará com 64,0, Pernambuco com 62,3, Sergipe 58,9, Bahia com 55,3, Alagoas 53,9, Paraíba 33,9, Maranhão 31,9 e Piauí com 20,9.

Em 2017, Teresina apresentou taxa estimada de 39,4 homicídios para cada 100 mil habitantes. O número é menor do que o apresentado em 2016, quando foi registrado índice de 45,5, representando uma queda de 13,4%. Entre as capitais, a campeã em homicídios é Fortaleza (CE), com a média de 87,9 assassinatos por 100 mil habitantes, e Cuiabá (MS) é a menos violenta com um índice de 28,8. A capital piauiense é a oitava menos violenta.

Parnaíba, segunda cidade mais populosa do Piauí, aparece no Atlas com um índice estimado de 27,9 homicídios por 100 mil habitantes. Para chegar a este número, a pesquisa estimou o registro de 38 homicídios e presumiu quatro mortes não registradas na cidade que tem uma população de pouco mais de 150 mil habitantes.

Nos primeiros meses do ano de 2019 foram registrados no Piauí, 289 assassinatos, a maioria são resultantes de execuções, acerto de contas e latrocínios. Os dados são resultados de pesquisas do Sindicado dos Policiais Civis de Carreira do Estado do Piauí (Sinpolpi), tendo como fonte publicações jornalísticas, em jornais e sites, além de dados apurados no Instituto de Medicina Legal (IML) da capital.

Para o presidente do Sinpolpi, Constantino Júnior, a pesquisa do sindicato é mais um canal de informação segura que a sociedade pode se informar e ter conhecimento sobre a atual situação do Estado no que tange a segurança pública.

“Podemos perceber que houve uma redução de 5% nos casos quando comparamos ao ano de 2018, que teve 305 homicídios registrados, algo positivo. Porém, não estamos em situação de comemorar. As pessoas não se sentem seguras, há sempre o medo do assalto, do latrocínio, etc. Além disso, os policiais civis não são valorizados no quesito salarial, o número do efetivo está abaixo do necessário, determinado por lei, temos apenas 42% de policiais civis na ativa, há muito trabalho a ser feito, os governantes precisam dedicar atenção urgente para esse setor”, afirma o sindicalista.

A Secretaria de Segurança Pública afirmou recentemente que o Piauí é o estado mais seguro entre os estados da região Nordeste com base no Atlas da Violência 2019 divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), no dia 05 deste mês.

Os números retratam os índices de homicídios nos estados e municípios brasileiros registrados no ano de 2017. O Piauí aparece como o estado menos violento do Nordeste e Teresina ocupa a 8ª posição de menos violenta entre 27 capitais brasileiras.

A média de homicídios por municípios do estado é de 11,4 para cada 100 mil habitantes, uma das mais baixas do país. No Nordeste, o estado com maior taxa de homicídios estimada, em 2017, foi o Rio Grande do Norte, com 67,4 homicídios, seguido pelo Ceará com 64,0, Pernambuco com 62,3, Sergipe 58,9, Bahia com 55,3, Alagoas 53,9, Paraíba 33,9, Maranhão 31,9 e Piauí com 20,9.

Em 2017, Teresina apresentou taxa estimada de 39,4 homicídios para cada 100 mil habitantes. O número é menor do que o apresentado em 2016, quando foi registrado índice de 45,5, representando uma queda de 13,4%. Entre as capitais, a campeã em homicídios é Fortaleza (CE), com a média de 87,9 assassinatos por 100 mil habitantes, e Cuiabá (MS) é a menos violenta com um índice de 28,8. A capital piauiense é a oitava menos violenta.

Parnaíba, segunda cidade mais populosa do Piauí, aparece no Atlas com um índice estimado de 27,9 homicídios por 100 mil habitantes. Para chegar a este número, a pesquisa estimou o registro de 38 homicídios e presumiu quatro mortes não registradas na cidade que tem uma população de pouco mais de 150 mil habitantes.


Fonte: Portal AZ

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