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“No sufoco”: Palmeiras perde do River, mas volta à final da Libertadores após 20 anos

A espera do torcedor palmeirense enfim terminou. Após 20 anos -mais 90 minutos com o coração na boca- o Palmeiras está de volta à final da Copa Libertadores e vai em busca de seu segundo título continental, no próximo dia 30, no Maracanã.

O time alviverde quase fez com que a vantagem de 3 a 0 construída na semana passada, em Avellaneda, quase desmoronasse nesta terça-feira (12). Mas a derrota por 2 a 0 para o River Plate, com atuação ruim da equipe de Abel Ferreira, confirmou o clube alviverde na decisão.

Além do susto no placar, o Palmeiras foi salvo em duas oportunidades pelo VAR, que anulou um gol por impedimento e um pênalti inicialmente marcado pelo árbitro, mas que depois de rever no monitor, entendeu que Matías Suárez se jogou antes de receber o contato.

A última vez que o clube alviverde esteve em uma final de Libertadores, em junho de 2000, ficou com o vice-campeonato diante do Boca Juniors (ARG), adversário que poderá reencontrar na atual edição caso os argentinos passem pelo Santos. Eles se enfrentam nesta quarta (13), na Vila Belmiro, após empate sem gols na Bombonera.

Eliminar o River, que esteve em quatro semifinais consecutivas do torneio, é a coroação não da atuação em São Paulo, mas da ótima campanha do Palmeiras na Libertadores.

Havia a dúvida se o bom desempenho e os resultados expressivos contra times menores, como as goleadas por 5 a 0 contra Bolívar (BOL), Tigre (ARG) e Delfín (PAR), seriam apenas ilusórios e insuficientes na hora de enfrentar um gigante do continente.

A partida de ida contra o River Plate de Marcelo Gallardo, semifinalista nas últimas quatro edições e bicampeão sob o comando do técnico, mostrou que não.

Em Avellaneda, uma equipe praticamente liderada por garotos mostrou a maturidade dos grandes times. Gabriel Menino, Patrick de Paula e Danilo encararam o River como se estivessem disputando a décima Libertadores na carreira. Eles estão apenas na primeira.

Quando o Palmeiras foi campeão continental, em 1999, nenhum dos três havia nascido. No ano seguinte, quando o clube alviverde retornou à decisão, Patrick de Paula tinha somente pouco mais de dois meses de vida.

O 3 a 0 na Argentina, construído depois que Rony abriu o placar e desmoronou a estrutura tática do adversário, encaminhou a classificação palmeirense. Que apesar das restrições impostas pela pandemia, viu torcedores se aglomerarem do lado de fora do estádio para receberem com festa o ônibus alviverde.


Fonte: Folhapress

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