Nesta quarta-feira (27), a 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) decidiu aumentar a pena do ex-presidente Lula no caso do sítio de Atibaia, pelo qual ele havia sido condenado, em primeira instância, a 12 anos e 11 meses de prisão.

Os desembargadores Gebran Neto e Leandro Paulsen na sede do TRF-4, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, entenderam que deve ser mantida a condenação e também alteraram a pena de Luiz Inácio Lula da Silva para 17 anos, um mês e dez dias em regime fechado, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

O ex-presidente foi condenado em primeira instância, em fevereiro, pela juíza da 13ª Vara Federal de Curitiba Gabriela Hardt, por suposta participação em um esquema de corrupção no âmbito da empresa Petrobras.

De acordo com a acusação, em troca de contratos com determinadas corporações, o ex-presidente teria recebido benefícios na forma de reformas em um sítio no interior de São Paulo, que, embora não pertencesse a ele, costumava ser frequentado pelo ex-chefe de estado.

A defesa do ex-presidente negou as acusações e recorreu da sentença, pedindo a anulação ou a absolvição do réu. O pedido de aumento da pena foi feito pelo Ministério Público Federal.

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