A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou na tarde desta segunda-feira (29) que nos últimos nove anos foram desativados 400 leitos de internação pediátrica no Piauí, aqueles destinados a crianças que precisam permanecer no hospital por mais de 24 horas.

No Brasil, nascem 38 prematuros por hora, o equivalente a 912 por dia. Significa dizer que cada uma dessas crianças, ao nascer antes de 37 semanas, muitas vezes não estarão completamente desenvolvidos e, por isso, precisarão permanecer em tratamento intensivo até que esteja forte o suficiente para ir para casa. Os dados apurados pela SBP revelam, no entanto, que faltam pelo menos 2.657 leitos intensivos neonatais em todo o Brasil.

A pesquisa revelou  que este ano, no Piauí, existem 106 leitos intensivos neonatais , sendo 2.18 leitos por mil habitantes nascidos vivos. Já a quantidade de leitos intensivos neonatais no SUS somam apenas 47. O número de óbitos neonatais chegou a 503 em decorrência da falta de leitos, em 2017.

Segundo o levantamento do Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde (CNES) do Ministério da Saúde, em maio de 2010, o Piauí tinha 1.444 leitos no Sistema único de Saúde (SUS). Enquanto que em 2019, o número baixou para 1.060, uma variação de 384 leitos que foram fechados nesse período.

Os leitos da rede particular de saúde também reduziram os números. Nas unidades privadas os leitos pediátricos caíram em 2.130, no mesmo período. Ao todo, 19 estados perderam leitos pediátricos na rede “não SUS”. No Piauí, no ano de 2010, 161 leitos foram encerrados e em 2019, houve 145 leitos desativados no estado, uma variação de 16 leitos em nove anos.

A pesquisa revelou que em todo o país foram desativados 15,9 mil leitos, no período de 2010 a 2019. Já os dados do CNES apontam que em maio de 2010 o país dispunha de 48,8 mil leitos no Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2019, o número caiu para cerca de 35 mil – uma queda aproximada de quatro leitos por dia.

Segundo Neres Júnior, diretor da Unidade de Descentralização e Organização Hospitalar da Secretaria de Saúde do Piauí (Sesapi), as informações precisam ser avaliadas para saber se os dados são correspondentes aos leitos da rede pública, particular ou ainda filantrópica.

“É necessário um estudo sobre esses dados, pois precisamos saber se esses leitos desativados foram de hospitais públicos, privados ou filantrópicos, só depois o governo poderá se posicionar sobre essa pesquisa”, afirma Neres Júnior.

O presidente do Sindicato dos Hospitais, Clínicas, Casas de Saúde e Laboratórios de Pesquisas e Análises Clínicas do Estado do Piauí (Sindhospi), afirma que a pediatria é um problema nacional e não uma particularidade do Piauí.

“Faltam leitos, faltam profissionais e atenção especial para a área, por parte do governo federal. Se permanecer assim, acredito que a tendência é piorar o quadro. No cenário atual temos dois motivos principais para justificar: primeiro a baixa remuneração para os médicos, o que gera um desinteresse pela especialidade, segundo, os altos custos dos tratamentos, já que na pediatria tudo é mais dispendioso e isto desestimula os empresários da saúde a investirem, além da legislação ser altamente exigente, desestimulando ainda mais estes investimentos. O setor público da saúde está falido e o governo não tem capacidade para grandes investimentos”, declara Jefferson Campelo, presidente do Sindhospi.

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou na tarde desta segunda-feira (29) que nos últimos nove anos foram desativados 400 leitos de internação pediátrica no Piauí, aqueles destinados a crianças que precisam permanecer no hospital por mais de 24 horas.

No Brasil, nascem 38 prematuros por hora, o equivalente a 912 por dia. Significa dizer que cada uma dessas crianças, ao nascer antes de 37 semanas, muitas vezes não estarão completamente desenvolvidos e, por isso, precisarão permanecer em tratamento intensivo até que esteja forte o suficiente para ir para casa. Os dados apurados pela SBP revelam, no entanto, que faltam pelo menos 2.657 leitos intensivos neonatais em todo o Brasil.

A pesquisa revelou que este ano, no Piauí, existem 106 leitos intensivos neonatais , sendo 2.18 leitos por mil habitantes nascidos vivos. Já a quantidade de leitos intensivos neonatais no SUS somam apenas 47. O número de óbitos neonatais chegou a 503 em decorrência da falta de leitos, em 2017.

Segundo o levantamento do Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde (CNES) do Ministério da Saúde, em maio de 2010, o Piauí tinha 1.444 leitos no Sistema único de Saúde (SUS). Enquanto que em 2019, o número baixou para 1.060, uma variação de 384 leitos que foram fechados nesse período.

Os leitos da rede particular de saúde também reduziram os números. Nas unidades privadas os leitos pediátricos caíram em 2.130, no mesmo período. Ao todo, 19 estados perderam leitos pediátricos na rede “não SUS”. No Piauí, no ano de 2010, 161 leitos foram encerrados e em 2019, houve 145 leitos desativados no estado, uma variação de 16 leitos em nove anos.

A pesquisa revelou que em todo o país foram desativados 15,9 mil leitos, no período de 2010 a 2019. Já os dados do CNES apontam que em maio de 2010 o país dispunha de 48,8 mil leitos no Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2019, o número caiu para cerca de 35 mil – uma queda aproximada de quatro leitos por dia.

Segundo Neres Júnior, diretor da Unidade de Descentralização e Organização Hospitalar da Secretaria de Saúde do Piauí (Sesapi), as informações precisam ser avaliadas para saber se os dados são correspondentes aos leitos da rede pública, particular ou ainda filantrópica.

“É necessário um estudo sobre esses dados, pois precisamos saber se esses leitos desativados foram de hospitais públicos, privados ou filantrópicos, só depois o governo poderá se posicionar sobre essa pesquisa”, afirma Neres Júnior.

O presidente do Sindicato dos Hospitais, Clínicas, Casas de Saúde e Laboratórios de Pesquisas e Análises Clínicas do Estado do Piauí (Sindhospi), afirma que a pediatria é um problema nacional e não uma particularidade do Piauí.

“Faltam leitos, faltam profissionais e atenção especial para a área, por parte do governo federal. Se permanecer assim, acredito que a tendência é piorar o quadro. No cenário atual temos dois motivos principais para justificar: primeiro a baixa remuneração para os médicos, o que gera um desinteresse pela especialidade, segundo, os altos custos dos tratamentos, já que na pediatria tudo é mais dispendioso e isto desestimula os empresários da saúde a investirem, além da legislação ser altamente exigente, desestimulando ainda mais estes investimentos. O setor público da saúde está falido e o governo não tem capacidade para grandes investimentos”, declara Jefferson Campelo, presidente do Sindhospi.


Fonte: Portal AZ

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