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O período chuvoso forte e repentino castigou os pescadores do litoral do Piauí, e os produtores de soja da região Central do estado. O excesso de água desequilibrou a temperatura dos rios que desaguam no litoral, alterando o comportamento dos peixes. Já nas fazendas, a chuva chegou apenas durante o período da colheita, e ainda atrapalhou o transporte da produção.

Os pescadores que trabalham na Lagoa da Prata, na zona rural de Parnaíba, a 338 km de Teresina, deixaram de armar seus tanques-rede desde que a região foi atingida por mais de 400 milímetros de chuva nas últimas semanas. A forte alteração na temperatura da água mudou o comportamento dos peixes.

Na zona rural de Ilha Grande, cidade a 15 km de Parnaíba, os pequenos produtores rurais tiveram casas alagadas e os quintais invadidos pela água. O agricultor Antônio José Melo contou que perdeu toda sua produção de batata doce, couve, e parte da produção de couve.

As chuvas fortes das últimas semanas atrasaram a colheita e reduziram a produtividade das fazendas de soja da região Central do Piauí. Segundo os produtores, as chuvas chegaram na época errada, durante a colheita, e de quebra ainda transformaram algumas rodovias da região em um grande lamaçal.

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento, a produtividade dos campos de soja do Piauí caiu: enquanto em 2018 se produziu em média 3 toneladas do grão por hectare, em 2019 esse número caiu para 2 toneladas, apesar do aumento de 2% na área plantada no mesmo período.

Segundo os produtores, a queda foi causada pelo veranico de janeiro, um verão com poucas chuvas, que chegaram apenas durante o período da colheita. Na região entre Uruçuí e Bom Jesus, a chuva e a má qualidade das rodovias deixou estradas intrafegáveis, e gerou problemas para escoar a produção.

Já na zona rural da cidade de Regeneração, a 146 km de Teresina, onde não houve problemas de distribuição, as colheitadeiras estão paradas. Chove diariamente na região, o que deixou o solo encharcado e dificulta a colheita.

A situação preocupa os produtores, que temem prejuízos ainda maiores. Segundo os cálculos de Julierme Pereira, gerente de uma fazenda da região, os produtores têm até duas semanas para conseguir concluir a colheita.

“Nessa condição que nós estamos vendo a planta em estágio de maturação, mas ainda não caiu totalmente suas folhas. Nessa situação, acredito que ainda aguenta quinze dias sem prejuízo”, disse Julierme.

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Fonte/g1

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