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Audiência na Alepi discute demora no atendimento e regulação nos leitos do SUS no Piauí

Pacientes do interior chegam a ficar mais de 25 dias na fila de espera por uma cirurgia no estado do Piauí.

Uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), realizada nesta quarta-feira (22), discutiu o atendimento nos hospitais públicos do estado. A comissão de saúde reuniu gestores da área para cobrar mais agilidade no atendimento aos doentes, principalmente do interior do estado. Pacientes que necessitam de cirurgia chegam a ficar até 30 dias na fila de espera.

No Piauí há dois sistemas de regulação, um municipal e outro estadual, ambos com autonomia de funcionamento. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Teresina, a regulação municipal foi iniciada em 2017 e conta com 19 profissionais de regulação 24h.

A necessidade de garantir celeridade na regulação atende à realidade dos pacientes que necessitam do atendimento emergencial por conta da instabilidade no quadro de saúde. Mulheres idosas com diabetes e fraturar ortopédicas estão entre as principais pacientes na fila de espera.

A comerciante Silvana da Silva contou que seu irmão sofreu um acidente de moto em José de Freitas, onde fraturou o joelho e teve que passar duas semanas em casa aguardando por uma cirurgia.

A deputada Teresa Brito disse que pacientes passam meses à espera de atendimento cirúrgico e muitos chegam a morrer por falta de atendimento adequado.

Recursos insuficientes

O Piauí possui 104 hospitais, sendo 72 hospitais municipais e 32 do Estado. O número, segundo os deputados e gestores, é significativo e destaca o Piauí no cenário nacional. Em contrapartida, o atendimento e a estrutura seriam gargalos a serem resolvidos.

O secretário de Estado de Saúde, Florentino Neto, informou que anualmente são destinados R$ 724 milhões por ano para média e alta complexidade. “Destes 26,9% são usados em todo o estado, o equivalente a R$ 196 milhões. Outros 21,2% dos recursos vão para 17 municípios com gestão plena como Parnaíba, Floriano, Piripiri e o restante, 51%, é gerenciado pelo município de Teresina para a parte hospitalar, ambulatorial e reserva técnica”, informou.

Central de Transplantes
A audiência também cobrou do Governo do Estado a liberação dos R$ 228 mil previstos para a implantação da Central de Transplantes de Teresina.

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