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Bom Jesus

A história de Palmeira do Piauí contada em versos, “58 anos de emancipação”

A poesia é de autoria de Nildo Almeida.

O município de Palmeira do Piauí, região Sul do estado, completa nessa quinta-feira 9 de julho de 2020, 58 anos de emancipação política, e como forma de homenagear a cidade o locutor, radialista e professor Nildo Almeida, contou a história do município em versos. A poesia está disponível também em áudio no final do texto.  

Palmeira, Minha Linda Palmeira – Por: Nildo Almeida

Nessa data importante

Gostaria de me apresentar,

Meu nome é Nildo Almeida

Amo muito esse lugar

Eita que na minha linda Palmeira

É terra boa de morar.

Vai aqui meus cumprimentos

Para todos seus habitantes

Um povo hospitaleiro

Que dessa terra

Também é amante

Aproveitando esse momento

Vamos comigo lembrar

Alguns fatos do passado

Memorias desse lugar

Pra quem não viu ficar sabendo

E quem viu, relembrar.

Em 1898, nossa historia começou

Quando saíram de Picos

Cinco rapazes e um senhor

Chamado de Manoel Lopes

Que nessa terra aqui chegou

E foi desse pedaço de chão

Que o mesmo se agradou.

Esse lugar era uma fazenda

Chamada de Brejo Novo

Do município de Bom jesus

Assim contava o povo

Pertencia ao Coronel Zé Raimundo

Naquele tempo homem novo.

Pagaram por esta terra

O valor de três contos de reis

Efetuaram logo a compra

Sem precisar de papeis.

Dividiram entre cinco famílias

Todas de pessoas fieis.

Viajaram vários dias

Com bastante sofrimento

Pois o transporte daquela época

Era cavalo, burro e jumento

E quando chegaram aqui

Foi difícil o sustento.

Teve também cinco homens

Exemplo de muita coragem

Era Antônio Pinheiro Oliveira

Filho de Manoel oliveira Lopes

Cito também Martim Pinheiro

Que aqui veio tentar a sorte

Antônio João da Luz e Miguel Oliveira

e Simão Borges, genro de Manoel Lopes.

Esses homens lutaram

Com dificuldade e bravura

Plantaram cana-de-açúcar

Pra fazer rapadura

Montaram 4 engenhos

Pra aproveitar a lavoura

Não tiveram onde guardar

Pois foi grande a fartura.

Em 1915, a falta de chuva castigou

E nessa região rica

Mais família aqui chegou

E foi no ano de 32 que a seca aumentou

E nas margens do rio Gurgueia

Um povoado se formou.

Esse lugarejo

Denominado Piripiri

Habitado pelo povo do Norte

Do estado do meu Piauí

Pois fugindo da fome

Se refugiaram logo ali.

Mas graças ao grande projeto

Junto a câmara municipal

Onde juntaram vários homens

Como Raimundo Borges Leal

Pra desmembrar Palmeira

No súbito estadual

Surgindo o novo município

Chamado Palmeia do Piauí

Esse nome é consequência

Das coqueiros e buritis

Palmeiras lindas e grandes

Sempre vistas por aqui.

O ano era 1962

O dia era 9 de julho

Foi pra esses lutadores

Motivos de muito orgulho

Um presente como esse

Não precisa de embrulho

Após 54 anos

Estamos hoje a comemorar

A emancipação politica

E a historia desse lugar

Município ruralista

Onde o povo gosta de trabalhar.

Situada no Alto Médio Gurgueia

No sudeste do Piauí

Com mais de 2000 km²

Com o vão do Uruçuí

Hoje conhecida na região

Como “Terra do Buriti”.

 

Faço nesse momento

Algumas retrospectivas

Acontecimentos e lembranças

que ainda hoje estão vivas

pois guardaremos como herança

pra nunca ser esquecida.

Quem não lembra dos domingo

Em que o sino da matriz tocava

Estava lá Dona Pequena

Que a missa nos lembrava

Puxando na sua corda

Sua contagem não errava.

Lembro de outra senhora

Chamada Dona Dolores

Trabalhando na primeira escola dessa cidade

Na equipe de zeladores

Pois era quem alimentava

Os alunos e professores

Ainda tem outra lembrança

Que na minha mente ainda reside

De um senhor muito honesto

Chamado de Ataíde

Que mora no mercado velho

Exemplo de homem humilde

Tem também outro fato

Que ate hoje ainda me lembro

 Zé Pinheiro tocando o hino

No dia 7 de setembro

E na proclamação de República

No dia 15 de novembro.

cito também outra pessoa

que há tempo está no céu

era uma pessoa de fé

chamado padre Manoel

primeiro pároco de Palmeira

exemplo de homem fiel.

Gostaria de citar outra

Continue prestando atenção

Quem não lembra de Dona Doca

Dia de São Cosme e Damião

Distribuído bala e pipoca

Cumprindo sua devoção

Naquele tempo era pouco

Os meios de comunicação

Era um posto telefônico

Pra toda população

E os mensageiros nas rua

Avisando  o povo da ligação.

Eu ainda me lembro

Daquele bendito pontão

Que ficava no Rio Gurgueia

Pra ajudar na locomoção

Daqueles que iam pra feira

Vender sua produção.

Muita gente ainda lembra

De uma antiga condução

Buzinando sábado cedinho

Avisando a população

Era Valmir Lemos indo pra feira

No seu verde caminhão.

São muitas as lembranças

E o tempo é pouco pra falar

Mais ainda tem quatro mulheres

Que eu gostaria de citar

Vandi, Olga e Maria Anália

Que gostavam de lecionar.

Falta ainda uma outra

Que era cheia de alegria

Exemplo de inteligência

Na hora que escrevia

São lindos os teus versos

Bonitas as tuas poesias.

Dona Zuila nos deixou

Um símbolo muito importante

Nosso hino municipal

Com estrofes interessantes

Hoje conhecido por todos

Que aqui são habitantes.

Nesse pedaço de chão

Que Jesus abençoou

São belas as tuas paisagens

Obra linda do criador

E teu povo inteligente

Tem por ti bastante amor

Contemplamos teus biomas

De caatinga e cerrado

Teus brejos, vales e serras

Tornam lindo o teu cenário

E hoje pra mim é data importante

Que tem no nosso calendário.

Nossos brejos bem verdinhos

Com os seus canaviais

Solo preto e umedecido

Por nossos mananciais

Cobertos por grande palhas

Dos nossos buritizais.

Temos um lindo ponto turístico

Que é nosso cartão postal

Olho D’água da Chuva

Que paisagem natural!

Gostaria que tu fostes

Da minha casa, o meu quintal.

Na nossa principal cultura

As famílias trabalham com empenho

Fabricando cachaça e rapadura

Moendo cana no engenho

Palmeira só tem fartura

Falo isso sem desdenho.

É nas casas de farinha

Que eles aproveitam a mandioca

Torrando massa branquinha

E fazendo tapioca

E as rapadeiras muito alegres

Só contando fofocas.

Falar da minha terra é uma honra

Pois é meu torrão natal

Me despeço por aqui

Nesse breve memorial

Sobre Palmeira do Piauí

O melhor lugar do território nacional.

Peço aqui as autoridades

E também a população

Que cuide bem do que é nosso

Nesse pedaço de chão

E ao nosso querido deus

Que nos dê sua proteção.

ÁUDIO POESIA SOBRE A HISTÓRIA DE PALMEIRA DO PIAUÍ POR NILDO ALAMEIDA

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